A província do Uíge volta a enfrentar a crescente pressão do garimpo artesanal de ouro. A actividade expande-se por várias localidades e alicia centenas de cidadãos nacionais e estrangeiros atraídos pela promessa de rendimento rápido, num contexto marcado pelo desemprego, pobreza e desestruturação económica.

Informações recolhidas junto de moradores e autoridades locais indicam que a exploração clandestina do mineral tem ganho força nos últimos meses, sobretudo nas zonas rurais e de difícil acesso, onde grupos organizados e garimpeiros independentes ocupam terrenos, desviam cursos de água e trabalham zonas sem qualquer licenciamento, em condições desumanas e sem observar regras elementares de segurança.

O fenómeno preocupa as autoridades, não apenas pela perda de receitas fiscais para o Estado, mas também pelas mortes que se registam com frequência, bem como pelos danos ambientais e sociais que se acumulam silenciosamente.

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