Donald Trump tinha dado até às primeiras horas desta quarta-feira, 08, hora de Luanda, para que o Irão chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.

Numa publicação na sua rede social Truth Social, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão a mediar conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irão.

"Concordo em suspender os ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo de dois lados", afirmou.

O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irão já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.

Segundo ele, os EUA receberam uma proposta de plano de paz do Irão com 10 pontos, considerada uma base viável para negociação. Trump declarou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados entre os dois países.

"Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído", disse.

Segundo autoridades da Casa Branca, Israel também fará parte da trégua. Na mesma linha, os media israelitas avançam que o cessar-fogo também inclui o Líbano.

O ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerão vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.

Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.

"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irão e com a devida consideração às limitações técnicas."

O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base numa proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irão como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.

A TV estatal do Irão classificou o acordo como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerão. Os media iranianos também afirmam que a trégua não representa o fim da guerra.