O CNTA, recebido esta quarta-feira, 27, pela 7ª comissão da Assembleia Nacional, que trata dos assuntos de cultura, religiosos, de comunicação social, da juventude e desportos, defende que "os capelões oferecem apoio moral, escuta activa e conforto a indivíduos em ambientes institucionais e de risco, independentemente da sua religião".

Na Assembleia Nacional, o Conselho Nacional de Teólogos de Angola, que tem como presidente Baião Fernandes, apresentou algumas preocupações sobre a actuação de algumas denominações religiosas, que têm uma repercussão negativa na sociedade, apontado como exemplo a teologia da prosperidade.

Entre as inquietações apresentadas constam ainda a formação, o cadastramento e o credenciamento dos ministros do culto, tendo o conselho manifestado a intenção de implementar cursos vocacionais, de nível médio, em todo o território nacional.

Segundo apurou o Novo Jornal, as igrejas em Angola vão apresentar à Assembleia Nacional, para apreciação a proposta de Lei ligada à Capelania, para que passa haver uma contribuição formal, em relação à normalização da sociedade.

O Conselho Nacional de Teólogos de Angola entende que com a implementação dos serviços de capelania, a prestação de assistência religiosa e espiritual em locais como hospitais, escolas, orfanatos, presídios, e unidades militares, a igreja pretende ajudar grupos vulnerais com mensagens de esperança e conforto.

Refira-se que capelania é a assistência espiritual, emocional e religiosa prestada a pessoas em ambientes institucionais (hospitais, presídios, escolas (....) e quartéis) ou em situações de crise.

O objectivo do capelão é oferecer conforto, escuta empática e apoio moral, independentemente da religião do assistido.