A decisão foi tornada pública depois de uma reunião do Bureau Político do Comité Central, que se reuniu esta manhã. João Lourenço comunicou igualmente a constituição de João de Almeida Martins como mandatário para o processo de candidatura.
Os membros do Bureau Político manifestaram o apoio à recandidatura do actual presidente do partido, que, se no próximo congressso fôr o mais votado, poderá indicar o próximo candidato do MPLA à Presidência da República nas eleições de 2027, visto que João Lourenço está impedido de fazê-lo pela Constitução.
Na corrida estão agora quatro pré-candidatos, embora apenas haja três candidaturas efectivamente entregues na subcomissão criada para o efeito.
Higino Carneiro foi o primeiro a manifestar a intenção de se candidatar, logo seguido de José Carlos de Almeida e de António Venâncio. No final desta semana também Irene Neto deu a conhecer, ao Novo Jornal, a sua intenção de se candidatar.
Segundo o regulamento, todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários podem candidatar-se, desde que não estejam abrangidos por inelegibilidades, sendo exigido um tempo mínimo de militância que varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo almejado.
Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.
Os restantes níveis exigem entre 1.000 e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.
O 9º congresso ordinário do MPLA está agendado para os dias 09 a 10 de Dezembro de 2026 e tem como lema "MPLA - Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro". Visa discutir a orientação política, definir estratégias para os próximos anos e consolidar as estruturas do partido.
