Segundo o porta-voz nacional da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Quintino Ferreira, a acusada responde pela segunda vez pelo crime de rapto de menores.
O caso ocorreu no fim-de-semana, na comuna do Cunje, no mercado informal da Boavista, quando a suspeita se fez passar por cliente e foi até à bancada de uma vendedora que estava com o filho ao colo, disponibilizando-se para segurar a criança enquanto a mãe atendia outros clientes.
Aproveitando a distracção da vendedora, a suspeita fugiu do local com o bebé para o bairro Candumbo, nos arredores do Cuito, onde foi localizada e detida dois dias depois pela Polícia. Questionada sobre as motivações, a implicada, solteira, disse que "gosta de crianças e queria que fossem suas".
Apesar da declaração, as autoridades suspeitam que esteja envolvida num esquema mais alargado de rapto de crianças para obtenção de vantagem.
O porta-voz nacional da DIIP adiantou ainda que a cidadã, que tinha sido restituída à liberdade pelo juiz de garantias após três meses de prisão, será agora presente ao Ministério Público.
