Segundo a Sonagás, o processo de colocação de anilhas nas válvulas das botijas, era feito manualmente por técnicos da Sonagás, na sua linha de enchimento, mas agora deixa de ser feito por homens e passa a ser feito por uma máquina.

O vazamento de gás nas botijas de uso doméstico tem sido recorrente, na maior parte, por falta de uma borracha na válvula da garrafa e também por uso de equipamento, como redutores, inadequados.

Em vários postos de comercialização de gás, muitas botijas são vendidas sem as anilhas, o que por vezes leva o cliente a receber a botija já a perder conteúdo.

Caso se detecte o problema no posto de venda, o comprador exige a troca da garrafa imediatamente, caso não se perceba de imediato, leva a botija para casa onde acontecem os acidentes.

O Novo Jornal soube que o Hospital dos Queimados, em Luanda, tem recebido quase diariamente pacientes com queimaduras graves, resultantes da explosão de botijas de gás butano.

Ainda em 2025, um edifício de dois andares desabou parcialmente em consequência de uma explosão de gás butano numa agência de venda do produto, no município do Cazenga, em Luanda, que causou a morte de três pessoas.

Doravante, segundo a Sonagás, o processo será feito por uma máquina com capacidade de substituir cerca de 500 válvulas por dia.

Inicialmente, a máquina de substituição de válvulas está montada em Luanda, e no final deste mês, será montada uma também no Lobito, na província de Benguela.

A seguir a Benguela, a Sonagás vai implementar também nas províncias de Cabinda, Huíla e Huambo, e posteriormente nas demais províncias do país.

O Novo Jornal soube que a Sonagás colocou no marcado mais de 1 milhão de novas garrafas de gás, que serviu para substituir as garras antigas.

Em meados de 2025, o Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo alertou que muitas das garrafas em circulação no país se encontram em mau estado de conservação ou, já ultrapassaram o tempo de validade de 10 anos.