Entre os detidos está um cidadão de nacionalidade nigeriana, com a situação migratória irregular, radicado em Angola há mais de 11 anos, proprietário de duas lojas de venda de peças de viaturas, nomeadamente no bairro Popular e no mercado dos Correios, no distrito do Golfe 1. Um conterrâneo, que faz parte do gangue, está a monte, avançou ao Novo Jornal fonte do SIC-Luanda.

Já os assaltantes angolanos são sete, três estão detidos e quatro foragidos das autoridades.

Ao Novo Jornal, o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC-Luanda, superintendente-chefe Fernando de Carvalho, disse que o Departamento de Roubos e Furtos de Viaturas (DRFV), no âmbito do combate à criminalidade violenta, deteve três cidadãos nacionais, acusados de furto qualificado, a 02 de Dezembro de 2021, no bairro Dangereux, "quando cinco elementos, na paragem de táxi, simularam ser passageiros e se introduziram numa viatura que realiza serviços de táxi".

Fernando de Carvalho adiantou que os assaltantes, já no interior da viatura, anunciaram o assalto, munidos de armas de fogo do tipo Kalashnikov, de cano serrado, e retiraram o condutor do veículo.

"Um dos elementos apossou-se da viatura e os três dirigiram-se às proximidades do cemitério do Benfica, em zona escura sem movimentação. Os acusados agrediram o taxista, amarraram-lhe os pés, mãos e boca com fita adesiva e deixaram-no num matagal", descreveu o oficial do SIC-Luanda.

Os mesmos protagonistas, após a realização desta acção criminosa, segundo o responsável pela comunicação do SIC-Luanda, "juntaram-se aos outros membros do grupo e levaram a viatura até à residência de um dos elementos, no distrito do Mundial, município de Belas, onde fizeram o desmanche do carro".

"No acto da detenção, os acusados foram encontrados com uma arma de fogo Kalashnikov, com dois carregadores com quatro munições, um relógio, uma pasta de documentos, uma mochila com diversos acessórios dessa viatura", explicou.