Ao Novo Jornal, vários peões disseram ser perigoso fazer a travessia por baixo da ponte, e, por isso, preferem correr o risco passando por cima da pedonal danificada.

Segundo os transeuntes, após ser danificada nos dois acidentes, a pedonal nunca foi interditada pelas autoridades, o que faz com que os peões façam uso dela mesmo no estado em que se encontra.

Os moradores do Sequele e bairros vizinhos fazem a travessia diariamente, mas estão cientes do risco que correm.

Armando Serafim, munícipe de Cacuaco que trabalha no Sequele, contou que usa aquela pedonal diariamente por ter presenciado a morte de um amigo seu, em fins de 2020, quando este fazia a travessia por baixo da ponte e foi atropelado mortalmente.

"Desde aquele dia decidi fazer uso desta pedonal desajustada. Apesar do risco que se corre nela ainda é melhor do que passar na estrada. Vi o meu amigo morrer", contou.

Maria António, vendedora ambulante, disse que já assistiu a vários atropelamentos mortais por baixo da ponte e lembra que o mais recente foi em Dezembro último.

"Já morreu muita gente a fazer a travessia por baixo, por isso as pessoas preferem usar a ponte partida para atravessar", disse.

Entretanto, vários utentes disseram ao Novo Jornal que desde que a pedonal sofreu os embates, nunca beneficiou de trabalhos de reparação.

No entanto, quem estiver em cima da pedonal sente uma excessiva vibração, mas, ainda assim, constatou o Novo Jornal, muitos utentes preferem usá-la em detrimento da estrada.

Sobre o assunto o Novo Jornal tentou ouvir explicações do administrador municipal de Cacuaco, Auxílio Jacob, mas sem sucesso.