"Há quase um mês que os estudantes estão sem aulas. Este ano deve terminar em junho devido às eleições. Até agora, não temos nenhuma informação do Governo em que pé está o assunto dos professores universitários", disse ao Novo Jornal Francisco Teixeira, presidente do MEA.
Segundo o MEA, os estudantes querem ter aulas, "mas, infelizmente, tudo está parado por falta de boa vontade da parte do Governo e que isso só esta a prejudicar gravemente os alunos".
"Pretendemos chamar a atenção do Governo para que não ignorem essa questão porque estamos em período de provas da 2.ª frequência e exames do Iº semestre", alertou.
Conforme Francisco Teixeira, a intenção da manifestação de Sábado já foi comunicada às autoridades e acontecerá às 13:00, com partida do Cemitério da Santa Ana até ao Largo 1.º de Maio.
Questionado sobre as razões desta manifestação, explicou que decidiram convocá-la para sair do impasse que já dura há um mês e de não parecer ter um fim a vista.
De salientar que o MESCTI e SINPES continuam sem entendimento para pôr fim à greve no ensino superior público.
Ao Novo Jornal, o secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior, Eduardo Peres Alberto, disse que o MESTIC é incapaz de responder ponto a ponto às questões do caderno reivindicativo dos professores.
Por isso, prossegue, apelam ao Presidente da República para organizar o sector do ensino superior em Angola.
"Pedimos ao Governo que atenda urgentemente às promessas elencadas no memorando de entendimento assinado no dia 16 de Novembro entre os ministérios do Ensino Superior e o da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS)", apelou o responsável na semana passada.
Sobre à greve dos professores universitários, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação contínua em silêncio.
