Em declarações ao Novo Jornal, o porta-voz do comando provincial do Zaire da Polícia Nacional, Luís Bernardo, disse que "entre os detidos encontram-se o proprietário da igreja e uma mulher, que era chefe de relações públicas da instituição".
A chefe de relações públicas, com auxílio de um pastor angolano e dois oriundos da RDC, tinha a responsabilidade de intermediar as buscas de estrangeiros nas fronteiras, mas a polícia frustrou, esta semana, a última acção do grupo.
A quadrilha retirava clandestinamente indivíduos da RDC, utilizando a rota Matadi a Muanda, e entrava em Angola pela fronteira do Soyo. Depois, os imigrantes eram acolhidos na igreja, no Kinzau, município do Tomboco, explica Luís Bernardo.
O destino dos imigrantes era a província de Luanda, mas antes deles se instalarem na capital, passavam uma temporada na igreja União de Espírito Santo de Angola, onde simulavam ser funcionários de limpeza, para despistar as atenções das autoridades.
Depois de ter sido desmantelado o esquema, os acusados detidos foram encaminhados para o juiz de garantias, para serem responsabilizados criminalmente.
