O novo aeroporto de Bishoftu, que fica a cerca de uma hora da capital, Adis Abeba, semelhante à distância em tempo de Luanda para o novo aeroporto que serve a capital angolana, será ainda a maior infra-estrutura de aviação em África.

Com um custo estimado de 12,5 mil milhões USD e cinco anos de duração da sua construção, o Aeroporto de Bishoftu garantirá à Etiópia um papel ainda mais destacado no sector comercial da aviação africana, onde hoje apenas tem como par Joanesburgo.

Citado pelos media, o primeiro-ministro Abiy Ahmed considerou este um projecto "de excepcional importância" para o futuro da Etiópia, país que se vê cada vez mais como uma ponta de lança de modernidade em África.

Embora a esta preponderância crescente da Etiópia não possa ser desligada a sede da União Africana localizada na sua capital, Adis Abeba mostra ainda músculo económico com a construção da maior barragem continental, no Rio Nilo, orçada em mais de 4 mil milhões USD.

A Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) (ver links em baixo) é o maior projecto hidroeléctrico africano da África, desenhada para impulsionar o desenvolvimento da Etiópia, com 5.000 MW de potência estimada no auge da produçãdo, quase totalmente financiada com recursos internos.

Agora, com este novo Aeroporto, a Etiópia, que já tinha uma posição invejável no negócio do transporte aéreo no continente africano com o actual aeroporto de Bole (na foto), ameaça ganhar uma hegemonia regional sem paralelo ao quintuplicar a capacidade, que chegará aos 110 milhões de passageiros/ano.

O investimento de 12,5 mil milhões USD está garantido pela companhia nacional, Ethiopian Airlines e o Banco Africano de Desenvolvimento.