O Novo Jornal soube ainda que o homem lidera um grupo de indivíduos envolvidos nesse esquema de extorsão.

Segundo a Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) em Cabinda, "os elementos criaram vários perfis falsos, onde faziam troca de imagens íntimas e para não divulgar os conteúdos, cobravam o dinheiro às vítimas".

O detido, quando interagia com os lesados, para ser mais convincente, alegava que tinha influências junto de oficiais superiores da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana de Portugal.

Durante a investigação foram encontradas evidências no seu telemóvel, tais como mensagens trocadas com os lesados e com outros membros da associação criminosa.

O acusado, de 21 anos, residente no município de Cacongo, foi encaminhado para o juiz de garantias onde vai responder por burla qualificada e falsa identidade, enquanto diligências prosseguem para localizar os outros membros da quadrilha.