Dito e feito: esta manhã de Sábado, 18, os media internacionais acordaram com as suas páginas dedicadas ao regresso das restrições iranianas à passagem pelo estreito que liga o Gofo Pérsico e o Oceano Índico.

Esta evolução não pode, contudo, ser vista como uma surpresa, porque o Irão já tinha avisado e os EUA já tinham dito que o bloqueio naval estaria em vigor até que aconteça um acordo final de paz com o Irão. O que, para já, não parece estar perto de acontecer.

Esta medida apanhou os mercados energéticos fechados para fim-de-semana e, por isso, tanto o petróleo como o LNG só na segunda-feira, 20, reflectirão esta nova realidade onde sobressai o regresso do "encarceramento" de 20% do crude e do gás mundiais.

E o resultado, se for o inverso ao que sucedeu na sexta-feira, quando a abertura do Estreito de Ormuz foi anunciado como resultado do cessar-fogo alargado ao Líbano, então o barril de crude deve voltar para lá dos 110 USD, a partir dos 90 USD em que ficou.

Todavia, embora o Irão ainda não tenha dado o seu avalo a 100%, os EBUA já anunciaram nova ronda de negociações com o Irão em Islamabad, Paquistão, e, segundo vários media, como a Al Jazeera, os preparativos na capital paquistanesa apontam para que tal venha a acontecer.

Donald Trump admitiu mesmo que tal possa acontecer ainda durante este fim-de-semana, o que pode determinar uma mudança substantiva neste contexto em que o estreito vital para a economia mundial voltou a ser encerrado.

Para já, as notícias não são as melhores, porque um superpetroleiro proveniente do Iraque foi atacado já neste Sábado quando tentava atravessar o Estreito de Ormuz em direcção à Ásia Oriental.