Esta informação, sem confirmação oficial, pode ser mais que um preliminar para o grande evento que se aguarda poder acontecer quando este fim-de-semana forem retomadas as reuniões trilaterais - EUA, Rússia e Ucrânia - em Abu Dhabi, nos Emiratos Árabes Unidos.

Mas há ainda outro "ponto g" neste contexto de complexas negociações a três que envolvem directamente Moscovo e Kiev com Washington pelo meio, que é o convite reiterado agora a Zelensky para ir as Moscovo falar com Putin.

E não é porque Volodymyr Zelensky não tenha feito já o mesmo que este encontro não acontece, é porque o ucraniano não aceita ir à capital russa, mesmo que o anfitrião lhe garantisse as condições de absoluta segurança durante essa eventual visita.

Mas também é evidente que Putin sabe que Zelensky recusará qualquer convite desta natureza para Moscovo, porque o que o chefe do Kremlin está a fazer com este reiterado convite é deixar Zelensky com o ónus da recusa para um encontro tête-à-tête que seria um passo de gigante para acabar com o conflito na Ucrânia.

O anúncio do convite foi feito por Yury Ushakov, o enviado de Putin para as negociações em Abu Dhabi (ver links em baixo), sobre as quais nada se sabe, mas que podem já ter conseguido um resultado concreto se se confirmarem os rumores de que está iminente a assinatura de um cessar-fogo energético.

Entretanto, como o secretário de Estado e Conselheiro para a Segurança Nacional de Donald Trump, Marco Rubio, explicou perante o Congresso na quarta-feira, 28, para já a a locomotiva negocial está parada na linha obstruída pela questão territorial.

É que nem Zelensky arreda pé da recusa de concessões territoriais aos russos nem Putin afasta uma palha do que tem dito até aqui: sem resolver esse problema (territorial), a Rússia vai continuar a procurar alcançar os seus objectivos pela via militar se não for possível através do diálogo".