"Precisamos de mais investimento privado, não apenas para garantir mais empregos para os nossos jovens, mas, sobretudo, para alargar a oferta de bens e serviços destinados à população", disse João Lourenço durante a cerimónia de inauguração da primeira fase da fábrica de alumínio electrolítico Huatong Angola Industry, que implicou um investimento inicial de 250 milhões de dólares.
"Começámos também a construir um caminho para diversificar e aumentar os produtos de exportação. Não estamos satisfeitos com o facto de Angola exportar quase que exclusivamente crude, ainda por cima na sua forma bruta", acrescentou.
João Lourenço lamentou o facto de Angola não exportar ainda refinados de petróleo, "coisa que também vai mudar muito em breve", quando se finalizar a construção da Refinaria do Lobito, que visitou esta semana.
"Nós precisamos de transformar grande parte das matérias primas que são extraídas no nosso País ou mesmo importá-las e transformá-las aqui", disse.
O chefe de Estado angolano afiirmou que a estratégia de exportação é incentivar os investidores privados a produzirem cada vez mais produtos exportáveis, não apenas para consumo interno, mas com aceitação no mercado internacional, para o país diversificar as suas formas de "arrecadação de receitas no geral, mas, muito em particular, na arrecadação de divisas".
João Lourenço frisou que em Angola há vários incentivos para o investimento privado, nomeadamente o baixo custo do preço da energia elétrica para os industriais.
"Para que venham investir mais, tendo noção de que o que vão pagar em consumo de energia está muito abaixo daquilo que é cobrado a nível internacional", disse.
A fábrica, localizada no parque industrial da zona franca da Barra do Dande prevê uma capacidade de produção anual de 12 toneladas, com receitas anuais estimadas em 300 milhões de dólares.
Com a entrada da segunda fase, a unidade fabril deverá produzir 240 toneladas de alumínio, resultantes de um investimento de 500 milhões de dólares, prometendo criar 1.000 postos de trabalho, directos e indirectos.
A fábrica passará a produzir alumínio através de electrólise, transformando o metal em lingotes, chapas, varas e outros produtos.
O projecto privado chinês, edificado no âmbito da cooperação bilateral Angola-China, prevê cinco fases de construção, num período de 08 a 10 anos.
O lançamento da primeira pedra para a construção da infra-estrutura aconteceu em Junho de 2024.
O parque industrial de alumínio do Bengo está previsto funcionar com cinco fornos, integrando tecnologia de ponta, elevados níveis de automação e rigorosos sistemas de controlo de qualidade.

