Trata-se de um cenário em que se verifica água bastante acastanhada a jorrar nas torneiras dos consumidores, quase duas semanas após a inundação no sistema integrado de abastecimento. Neste caso, como noticiou o NJ, o problema técnico começou com um desentendimento entre colaboradores da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela (EPASB) e da ACQUA, empresa que reabilita o sistema.
Agora, a EPASB informa, em comunicado, que foi forcada a paralisar o equipamento devido à situação no rio Catumbela, numa medida que, como explica, "visa proteger a saúde das populações".
Ao apelar à calma, assegura prontidão e engajamento dos técnicos na reposição do fornecimento de água a Benguela, Catumbela, Lobito, Baía Farta e Navegantes quando os níveis de potabilidade estiverem normalizados.
As chuvas no interior da província são, de resto, a causa do transbordo do rio Cavaco, que deixou desalojados mais de 400 cidadãos e destruiu e inundou casas no Tchipiandalo, arredores da cidade de Benguela.
Famílias desalojadas estão a receber assistência humanitária numa antiga fábrica de conserva de pescado, o ponto de realojamento provisório.
Especialistas apontam que a não conclusão do programa de regularização dos rios, que teve no desassoreamento e instalação de diques o lado mais visível, há vinte anos, motivou a situação catastrófica que leva o Governo Provincial a procurar solução para os afectados.

