"Em 1983 eu vinha de Kinshasa para Angola, no Licua, (província do Cuando), o avião que nos transportava caiu na fronteira entre Angola e Zâmbia, eu não morri. Em 1985, eu vinha de Kinshasa para a Jamba, o avião que nos transportava caiu novamente e sobrevivi. Em 1992, aqui no Sambizanga, em Luanda, durante os confrontos, eu estava num carro, todos morreram e eu sai ferido, mas não morri. Estes acontecimentos todos são por acaso?", questionou o líder do PRAJÁ, quando no fim-de-semana, falava aos seus militantes durante uma marcha no município do Sambizanga.

De acordo com o político, face a estes acontecimentos, Deus o abençoou para em 2027 dirigir um "Governo divino" para salvar Angola, que "enfrenta desafios profundos, com uma combinação complexa de dificuldades económicas, sociais e climáticas a marcar o quotidiano de muitas famílias".

Nesta marcha, Abel Chivukuvuku aproveitou para reagir ao caso da "caixa térmica", um escândalo político que envolve acusações de corrupção feitas pelo deputado da UNITA, Adriano Sapiñala, frisando que os seus autores estão frustrados com o crescimento impressionante do PRAJÁ-Servir Angola.

"Fomos atacados por elementos que não aguentam a nossa dinâmica. Só para lhes avisar que em 2027 seremos Governo ou vamos fazer parte do Governo", insistiu Abel Chivukuvuku, sublinhando que o desespero começa a tomar conta dos seus caluniadores.

"O partido tem vindo a expandir a sua influência e estrutura, preparando-se activamente para as próximas eleições gerais de 2027. Isso incomoda muita gente", destacou o político, acentuando que "o carisma e a vasta experiência política" dos seus responsáveis são um pilar central na atracção de militantes e no peso político do PRAJÁ-Servir Angola.

A organização política, de acordo com Chivukuvuku, define-se como um partido moderno, progressista e democrático, tendo como principais propósitos declarados a erradicação da fome e da pobreza, a redução do desemprego e a construção de uma sociedade inclusiva.

O PRAJÁ-Servir Angola foi legalizado como partido político pelo Tribunal Constitucional (TC) a 07 de Outubro de 2024. Esta decisão encerrou um processo que se arrastava desde 2019, tornando a formação na 13.ª força política legalmente habilitada no país.