Fontes da Governo Provincial do Luanda (GPL) e da administração municipal da Ingombota asseguram ao Novo Jornal que o local indicado pela UNITA para a realização da sua actividade já se encontrava ocupado.
As fontes descrevem que o espaço, junto à UNITEL, na Ilha, já estava ocupado antes pela administração municipal para a realização de outra actividade juvenil, daí as autoridades rejeitarem a ocupação do espaço pela UNITA.
A UNITA diz que, após ter sido impedida de ocupar aquele espaço, informou a administração municipal da Ingombota e o GPL que iria para outro local da Ilha, para a realização da sua actividade recreativa numa das muitas praias existentes.
Em declarações ao Novo Jornal, a deputada Irina Diniz Ferreira, secretária provincial adjunta da UNITA em Luanda, explicou que o partido apenas mandou documentos às autoridades para informá-los, pois a realização da actividade recreativa não carecia de autorização, visto que as praias da Ilha são públicas.
Segundo Irina Diniz Ferreira, a partido informou as autoridades com cinco dias de antecedência sobre a realização de uma actividade recreativa.
Conforme a secretária provincial adjunta da UNITA em Luanda, o secretariado provincial tentou várias vezes manter encontro com administração local, mas nunca teve resposta.
"Como a Ilha de Luanda é grande, sugerimos ir para outro espaço realizar a nosso encontro recreativo, mas logo à entrada da Ilha fomos impedidos pela Polícia Nacional", contou.
O Novo Jornal soube que a polícia bloqueou a estrada principal da Fortaleza, que confere acesso à Ilha, impedindo o acesso de militantes da UNITA.
A Polícia Nacional, para além de "barrar" a actividade, deteve 22 militantes do "Galo Negro".
Inicialmente os 22 detidos seriam esta segunda-feira,1, levados a tribunal para julgamento sumário, mas "por ordens superiores" foram postos em liberdade por volta das 23:00.
Ao Novo Jornal, a deputada Irina Diniz Ferreira, disse ter sido maltratada na esquadra da Ilha de Luanda, pelo comandante daquela unidade, mesmo sabendo que estava diante de uma deputada à Assembleia Nacional, embora reconheça que ter sido bem tratada na esquadra da Polícia da Boavista.
Sobre o assunto, o Novo Jornal contactou o comando provincial de Luanda da Polícia Nacional para esclarecimentos, mas não obteve resposta, embora uma fonte deste órgão assegure que apenas cumpriram ordens superiores.
