Pela internet há, nestas primeiras horas de guerra, centenas de vídeos com imagens de ataques de ambos os lados, embora seja o Irão o palco das mais violentas e numerosas explosões, o que, para já, demonstra que as suas anti-aéreas, alegadamente reforçadas por sistemas russos e chineses sofisticados, não foram eficazes a proteger os céus iranianos.

As bases norte-americanas nos Emiratos Árabes Unidos, no Catar, a maior de todas, Al Udeid, no Kuwait, Jordânia, Baherein... em todas elas foram filmadas explosões provocadas pelos misseis balísticos iranianos, tal como em algumas cidades israelitas.

Não havia, todavia, perto das 12:35, hora de Luanda, quaisquer evidências de Teerão ter usado algum dos seus misseis hipersónicos nesta fase da retaliação numa guerra que há muito se adivinhava (ver links em baixo) e, como a "guerra dos 12 dias", em Junho de 2025, na operação americana "Martelo da Meia-Noite", também desta vez os ataques isarelo-americanos aconteceram quando estavam em curso negociações de paz entre americanos e iranianos.

Ao contrário do que aconteceu em Junho do ano passado, desta feita nada aponta para que se trate de uma ofensiva limitada no tempo, antes pelo contrário, tanto Donald Trump como o primeiro-ministro israelita já fizeram saber que o objectivo final é conseguirem com as suas operações "fúria épica" e "rugido do leão" decapitar o regime dos aiatolas no Irão.

E é por isso que, segundo alguns analistas, como Seyed Marandi, professor das Universidade de Teerão, num podcast no YouTube, terem já admitido que o que está a acontecer é uma planeada resposta iraniana, que será avassaladora mas igualmente profissional e adequada ao contexto actual, o que é o mesmo que dizer que Teerão se preparou para um guerra longa e desgastante.

Entretanto, como noticiado pela Al Jazeera, o canal internacional do Catar, fontes do Pentagono avançaram precisamente que os EUA se prepararam para uma confrontação longa e que terá a duração que for preciso para mudar o regime iraniano.

O Presidente Donald Trump apelou mesmo ao povo iraniano para se revoltar, aquando do anúncio destes ataques ao Irão, onde aludiu à sua necessidade para "defender o povo americano", embora tal não seja imediatamente perceptível pelos analistas, a não ser os americanos que estão nas bases militares e navios de guerra na região.

Porém, vários analistas, como Jacques Baud, antigo coronel da intelligentsia suíça e da NATO, e autor de vários livros sobre conflitos regionais, entendem que, mesmo que se trata de uma gigantesca máquina de guerra americana na região, centenas e aviões e dezenas de navios, incluindo dois porta-aviões, dizem ter dúvidas de que os EUA tenham condições para manter uma guerra intensiva por mais de uma semana nas actuais circunstâncias.

Outros analistas admitem que nestes primeiros momentos, as partes estão a aguardar para ver se há cedências do outro lado, de modo a acabar o conflito rapidamente, e que a maior e mais demolidora vaga de ataques e contra-respostas, vá a acontecer durante a noite...

Para já, perto das 12:35, em Luanda, parece estar a acontecer uma redução da intensidade dos ataques. Mas as próximas horas serão decisivas para averiguar se será uma guerra longa e devastadora, com consequências trágicas para a economia global, devido a geoestratégia económica petrolífera, ou limitada e de forma a que nenhum dos lados perca a face.