De seguida, como estão a relatar os media internacionais, o Irão lançou uma primeira vaga de misseis sobre Israel e países onde os EUA possuem bases militares, como o Catar e Bahrein.
Momentos antes deste ataque conjunto israelo-norte-americano, denominado "Operação Rugido do Leão", o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ao mundo que tinha ordenado "grandes operações de combate" no Irão alegando que o fizera para "defender o povo americano".
Em Teerão, as autoridades iranianas já repetiram que se vão defender com todos os meios e acusaram Washington de, mais uma vez, ter iniciado uma guerra sem justificação e quando estavam a ser conduzidas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Na sua declaração onde anunciou a operação em curso contra o Irão, Trump referiu que esta visa "eliminar a existência de ameaças do regime iraniano" contra os EUA e os seus aliados na região.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyhau, seguiu pelo mesmo diapasão, alegando que está a ser "eliminada uma ameaça existencial" que pende sobre Israel, lançando "ataques preventivos".
Isto, quando há semanas a fio o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, e o seu ministro dos Negócios estrangeiros, Abbas Araghchi, repetem à exaustão que o Irão não tenciona atacar nada nem ninguém e que o seu arsenal militar visa "apenas dissuadir ataques" contra o seu território.
Também como prometido, o Irão já está com centenas de misseis a atravessar os céus do Médio Oriente, com explosões ouvidas em países como os Emiratos Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Catar... aqueles onde os EUA possuem bases e são efectivos aliados de Washington.
Uma fonte oficial iraniana repetiu à Reuters que "todas as bases e interesses norte-americanos na região estão ao alcance dos mísseis iranianos" e que Teerão não se desviará um milímetro da sua efectiva e legítima defesa, visando todos os alvos ao seu alcance.
Donald Trump não escondeu que o seu objectivo, bem como o de Benjamin Netanyhau, é o de mudar o regime em Teerão, pondo fim à Repúblicas Islâmica que saiu da revolução de 1979, quando foi deposto o reinado de Raza Phalevi, um aliado fiél e obediente dos EUA e dos seus aliados ocidentais.
Para já, apesar da intensidade dos ataques, não há registo de qualquer vítima no topo da hierarquia iraniana, sabendo.-se que o Supremo Líder, aiatola Ali Khamenei, está seguro no interior do país.
Recorde-se que, tal como sucedeu em Junho de 2025, também desta feita os EUA e Israel procuraram distrair as autoridades iranianas com negociações em Genebra, nesta quinta-feira, com uma nova ronda agendada para a próxima semana em Viena, Áustria.
Só que desta vez, em Teerão, como Abbas Agagchi repetiu amiúde nas últimas semanas, já não havia qualquer confiança nos EUA e que estavam a contar com um ataque a qualquer momento ao qual daria uma resposta avassaladora contra todos os alvos ligados aos EUA e aos seus aliados na região.
Até ao momento, a maior ameaça à economia mundial, que seria a destruição da infra-estrutura petrolífera de países como a Arábia Saudita, EAU ou Kuwait, ainda não foi relatada nos media internacionais e o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, por onde passam 25% do crude mundial, não tinha sido fechado pelo Irão no momento em que esta notícia estava a ser produzida, perto das 10:40, hora de Luanda.
Perto das 11:00, hora de Luanda, começava a ser mais claro que a primeira vaga de ataque da coligação israelo-americana atingiu centenas de locais estratégicos no Irão, com os media locais, citados pelas agências, a admitir que foram abatidos muitos elementos da Guarda Revolucionária do Irão, o corpo de eleite das forças armadas iranianas, assim como as instalações que esta organização militar tem no país, as do Ministério da Defesa, da intelligentsia iraniana, e os gabinetes dos principais líderes políticos, incluindo do Líder Supremo aiatola Khamenei e do Presidente Pezeshkian.
Outra coisa não seria de esperar quando Donald Trump anunciou esta operação militar como uma ferramenta para remover o regime iraniano ao mesmo tempo que apelava à sublevação popular no Irão, o que, para já, não está a acontecer.
Pelo contrário, o ministro Abbas Araghchi fez já uma delcaração, após os ataques, onde garante a solidez do regime, a sua operacionalidade total para responder conforme planeado contra Israel e os interesses dos EUA na região, e que "o povo está unido na defesa do país", que nunca sossobriu a uma agressão externa na sua história e não será agora que tal sucederá.
Outra realidade já demonstrada é que, contrariamente ao que sucedeu em Junho do ano passado, esta operação está a ser desenrolada, e tudo aponta que tenha sido planeada dessa forma, para ser longa e exaustiva até que o regime de Teerão sucumba.
O que pode ainda resultar em que nem os atacantes, EUA e Israel, nem o Irão, que se defende de um ataque "não provocado e injustificado", segundo Araghchi, tenham apostado tudo o que possuem em meios militares nestas primeiras horas, porque ambos terão de poupar munições de forma a garantir que conseguem exaurir o adversário...
Um dos riscos mais temidos pelos analistas é que este conflito se regionalize com sauditas e emiratos ou cataris a responder aos ataques iranianos às bases americanas nos seus territórios com acções militares retaliatórias contra Teerão, o que levaria a uma escalada jamais vista e com potencial de caos ilimitado numa das regiões mais importantes para a economia mundial.












